Brisanet registra pedido de IPO junto à CVM

A Brisanet protocolou nesta quarta-feira (2) pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) junto à Comissão de Valores (CVM).

No prospecto, a empresa disse que a operação contará com tranche primária – quando novas ações são emitidas e os recursos vão para o caixa da empresa, e secundária – quando atuais acionistas vendem participação.

A Brisanet pretende investir os recursos captados na tranche primária para expandir sua rede própria e para aportar capital na Agility.

Na oferta secundária, onze acionistas pessoa física venderam ações de emissão da provedora cearense.

Segundo reportagem do Estadão, a Brisanet espera movimentar aproximadamente R$ 2 bilhões em seu IPO.

Para participar da oferta de varejo, é preciso investir no mínimo R$ 3 mil nas ações e no máximo R$ 1 milhão.

IPO é coordenado pelo BTG Pactual (BPAC11)  Santander(SANB11), XP (XP) e UBS-BB.

Confira o prospecto na íntegra aqui.

Perfil da Brisanet

A Brisanet é a maior empresa entre os provedores independentes de serviços de internet no Brasil na tecnologia de fibra óptica, de acordo com o ranking da Anatel.

Com um portfólio de produtos praticamente 100% em fibra ótica e com atuação focada na região Nordeste do país, a companhia contava, em 30 de abril de 2021, com aproximadamente 697 mil e mais de 6.300 colaboradores, espalhados em 96 cidades no Nordeste do país.

A Brisanet atua também, por meio da sua controlada Agility Telecom, que fornece serviços de internet sob o modelo de franquias para cerca de 140 mil clientes e já está presente em mais de 251 cidades no Nordeste do país, através de 94 franqueados.

Fundada há 22 anos, a Brisanet conta com mais de 14,4 mil km de infraestrutura de backbone (vias utilizadas para
distribuir internet às demais redes), 150 Data Centers próprios e 35,1 mil km de cabos FTTH (“fiber-to-the-home”).

Indicadores financeiros

A receita líquida da Brisanet teve um crescimento expressivo nos últimos 3 anos. No ano passado, a receita líquida atingiu R$ 471,8 milhões, os quais, se comparados com os R$ 214,9 milhões de 2018, representam um CAGR de 48,2% no período.

Desde 2018, o Ebitda ajustado cresceu de R$ 95,8 milhões para R$ 208 milhões no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020, apresentando um CAGR de 47,3% nesse período de três anos.

Já a margem Ebitda ajustada era de 44,6% no final de dezembro de 2018 para 44,1% no final de dezembro de 2020.

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