CBA, Companhia Brasileira de Alumínio, pede registro de IPO

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) protocolou nesta terça-feira (18) sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

No prospecto, a empresa diz que a operação contará com distribuição primária e secundária de ações ordinárias.

A ideia é captar pelo menos R$ 2 bilhões com a oferta. Enquanto o objetivo da secundária, além de recursos que vão para o caixa da holding, Votorantim S.A., dona de 100% do capital da CBA, é gerar mais liquidez ao papel.

Os recursos captados na oferta primária serão direcionados para financiar seu crescimento orgânico para os próximos dois anos e seu crescimento inorgânico, por meio de potenciais aquisições estratégicas (M&A).

Confira o prospecto preliminar completo

O IPO será coordenado por Bank of America, BTG Pactual (BPAC11), Bradesco BBI, Citigroup e XP.

Perfil da CBA

A CBA é a única companhia integrada de alumínio do Brasil, atuando desde a mineração da bauxita até a produção de um portfólio completo de produtos primários (lingotes, tarugos, bobinas casters e placas) e transformados (folhas, chapas, bobinas, telhas, perfis extrudados) de alumínio.

De acordo com a ABAL, a companhia é uma das líderes no mercado de alumínio no Brasil.

A CBA é controlada pela Votorantim, uma holding investidora brasileira, de controle familiar, com 103 anos de atuação.

As empresas do portfólio da holding estão presentes em 19 países, atuando nos setores de materiais de construção, financeiro, energia, metais e mineração, suco de laranja, alumínio, aços longos e imobiliário, além da atuação social realizada pelo do Instituto Votorantim.

Indicadores financeiros da CBA

O prejuízo líquido foi de R$ 133,2 milhões nos três primeiros meses de 2021, contra lucro de R$ 47 milhões do 1T20.

A CBA teve receita líquida de R$ 1,792 bilhão no primeiro trimestre de 2021, ante R$ 1,252 bilhão do mesmo período de 2020.

O Ebitda somou R$ 231 milhões entre janeiro e março deste ano, ante R$ 490,1 milhões de igual etapa de 2020.

A margem Ebitda atingiu 12,9% no primeiro trimestre de 2021, ante 39,1% do primeiro trimestre de 2020.

A dívida líquida da CBA ficou em R$ 3,041 bilhões no 1T21.

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